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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Silencio



Silencio... As vezes o silencio diz muito. Ou nada. Depende do silencio, de sua causa, de quem está silencioso. Eu sou uma pessoa silenciosa, por fora. Na verdade minha vontade é gritar tudo que eu nunca tive coragem de dizer, mas se nem falar o que quero eu consigo, gritar então... A culpa não é minha. É dessa condição limitada de humana. Humanos tem seus transtornos, defeitos de fabrica. O meu é ter uma mão imaginaria segurando minha voz. As vezes a vontade de falar é tanta que meu corpo reage de forma estranha, tentando me manter calada. Fico com taquicardia, ansiedade, a voz não sai, falha. Quando eu consigo falar, só sai um fiapo esganiçado da minha voz... Só consigo mesmo falar (e até demais) quando o meu cérebro vê que a pessoa não é uma ameaça. Depois de muito convívio, troca de monossílabos... Aí sim meu corpo limitado se sente a vontade para se soltar... E é sempre tão bom conversar sem limitações, dizer o que quiser... Queria poder fazer isso com todos, não só com um circulo limitado de amigos, se a pessoa pelo menos tivesse paciência de esperar... Poucas pessoas são pacientes, muitas desistem depois de um “Olá” mau respondido que parece a elas presunção. Tem um lado bom. As que não desistem e continuam a insistir, tentam sobrepor os meus problemas, minhas limitações... São amigos verdadeiros, e sempre poderão contar comigo. Sempre.


Julgamentos e "bulliyng"

Eu nunca desejei um milhão de amigos, muito menos a popularidade. Tudo que eu queria é que as pessoas tivessem empatia, me compreendessem. As pessoas nunca compreendem, elas só julgam. E nunca sabem o que realmente ocorre. Pegam um fragmento da minha vida, de meus defeitos, e já tem toda uma descrição sobre mim. A “mudinha” ou “besta-calada”. Isso é uma das coisas que eu odeio no ser humano. Ele acha que é um deus, que pode julgar todos que vê. Tal pessoa é má, fulana é uma mané, ciclano é um banana... E ainda tem a ousadia de nem saber o que dizem. Essas pessoas que se acham no topo da pirâmide de castas, e que amam julgar e ofender, ou como dizem por ai agora “cometer bullying”, são na verdade os deprimidos, com problema de auto-estima, que para se sentirem alguém, faz com que o resto se sinta um lixo. Desses aí, eu sinto pena. Eles não sabem o que dizem, eles só dizem por causa de uma necessidade de auto-afirmação, e se não existissem esses amebas que ficam rindo do que eles dizem e ainda o apóiam, ahh, ai o “bullying” nem precisaria ser tão divulgado..

domingo, 26 de junho de 2011

Planeta estranho

O vida é tão estranha! E o pior é que por mais difícil que seja viver, eu não sei se suportaria não viver... Apenas o mesmo medo do desconhecido que todos temos. Muitas vezes eu pensei em me matar, ir longe assim... Mas são aquelas horas que parece que nada está certo, que nós não estamos certos, e o melhor pra pessoa e para o mundo, é deixar de existir. Só que quando essa melancolia passa, quando surgem planos, idéias e sonhos... Fica muito difícil abrir mão da vida. Eu não sei se teria coragem de verdade. Eu penso em primeiro, antes de minha vida acabar, eu quero dar um jeito nesse mundo. Acabar com a desigualdade e a pobreza, dar um lugar melhor para os animais viverem, e matar todos os assassinos e psicopatas :). Esse planeta é muito esquisito. Os seres humanos são muito esquisitos. Eu não os compreendo e eles com certeza não me compreendem. E tudo que eu quero é fazer com que esses alienados, dêem atenção para o que eu tenho a dizer ou a o que que tenho a fazer, pois afinal de contas, esse mundo evolui errado, porque os seres humanos não acreditam um no outro. Eu posso ser estranha, e até talvez uma E.T., mas eu quero melhorar esse lugar! (:

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Vida real

Porque a vida real precisa ser tão complicada?  Seria tão melhor se fosse só felizes para sempre e ponto! Só que parece que a vida real é o contrario dos livros. Claro que tem alguns livros beem deprimentes, que se espelham na vida real em sua forma mais pura. Só que eu odeio a vida real, e isso é tudo culpa minha! Sou eu que teimo em viver em meu mundo de fantasias... Estou tentando mudar isso, mas não é bem algo fácil de se fazer. Sabe alguém que passa a vida toda comendo doces, então, proibem essa pessoa de comer doces, porque ela é diabética e os doces fazem mau pra ela. A pessoa no começo vai sofrer muito, vai ser super difícil superar o impeto de comer açucar, e ela vai sofrer um tipo de abstinência. É exatamente assim comigo. Eu sofro abstinencia de fantasia, e as vezes não posso controlar.

Minha vida na (não-)realidade

Hoje acordei pensando, como quase sempre penso, como seria bom se o sobrenatural existisse. Seria muito legal conviver com fantasmas, vampiros, duendes, cavalos alados... *-* Será porque o ser humano cria toda essa fantasia, se ela não pode realmente existir? Talvez existam. De onde eles tiraram tudo isso? Todo o negócio dos deuses gregos, dos poderes, dessas coisas fantásticas...! Foi só alguém com imaginação fértil? Eu leio muito, principalmente esses livros fantasiosos, e agora já não sei quem eu sou, de tanto que minha vida se mistura, de tanto que o real se entrelaça com a ficção, eu já nem sei se vivo na realidade, ou se a realidade é uma fantasia. Acho que estou maluca. Ler tanto deve ter danificado meu cérebro. Só que não posso impedir, quando minha vida real parece tão desgastante e cansativa, é necessário ler. Ou seja, quase sempre é necessário ler. Eu me esforço por me manter pelo menos um pouco na vida real, mas quando a vida real é tão pouco atraente, quando a vida real é tão monótona e sem graça... É complicado. Eu devo despertar uma imagem de estranheza nas outras pessoas. Fico lendo, ou fico quieta devaneando. O que não sabem é que eu não estou junto a eles, mas sim muito distante. No reino de Tróia, lutando contra os gregos, em Bon Temps, admirando os moradores nada normais, os metamorfos, os vampiros, as malignas mênades... É tanta coisa que eu tenho pra pensar, para sonhar, para escrever! Então acho que acabo um pouco distante, e sinto muito por isso. Muitas vezes me entristeci por não ter uma vida normal. Por viver presa nesse meu mundo de fantasia literária. É... Fiquei tão maluca quanto Dom Quixote. Só falta-me começar a confundir, mais do que eu confundo normalmente, a realidade com uma dimensão mais fantástica. Daqui a pouco vão me internar por jurar que vi um cavalo alado sobrevoando minha casa! O que eu posso fazer? Desde pequena a fantasia corre em minhas veias. Não há como evitar.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Quem sou eu?

Eu não faço idéia de que tipo de experiencia de laboratorio eu sou. Só sei que não posso ser humana. Como eu poderia ser humana, se me irrito tanto com essa condição limitada? As vezes acho que sou um ET. Ou talvez seja apenas um ser humano qualquer, que não encontrou sua identidade, mas encontrou uma raiva precoce do mundo. Eu não sei como posso ser da mesma espécie que esses psicopatas assassinos, ou que esses adolescentes cruéis que faz os menos populares se sentirem lixo. Não sei como posso ser da mesma espécie de um ser que as vezes tenho vontade de matar, em um mundo que tenho vontade de explodir. Talvez eu seja psicótica. Claro que eu gosto de alguns desses seres estranhos. Porquê como eu, nem todos tem culpa de pertencer a essa especie, e acho que eu seria injusta de generalizar desse jeito. Aos seres humanos que se sentem mau com tudo que sua especie faz, minha admiração, aos que até apoiam as maldades, meu desprezo, e aos alienados que preferem não estar em nenhum desses lados, minha pena. Sinto muito se soei ofensiva a vocês humanos com amor a patria, mas tenho minhas opiniões, e não deixarei de expressa-las, queiram vocês ou não.

Liberdade existe?

As vezes parece que não tenho escolha. Sou presa, pressionada, a sempre obedecer as leis, humanas ou naturais, que escolhem o que fazer de mim, de minha vida, de minha existencia. Isso me entristece, não ser livre, sem liberdade, sou triste, como uma criança que nasce em familia miseravel e que parece que por mais que se esforce, seus sonhos nunca acontecerão. Por mais que tente, por mais que queira. Eu odeio necessitar dessa liberdade, que nem eu, nem ninguem tem. Odeio precisar de algo que eu não conheço, nunca senti, só posso imaginar, devanear... Vejo que por mais que digam que não há limites para quem quer, existem sim muitos limites, prendendo a pessoa a esse ciclo de hipocrisia e egoismo. Nascemos bons, morremos poluidos, nunca conhecemos o que é realmente ser livre.

Vira-lata

Eu li o livro “memórias de um vira-lata” de um autor que não me lembro o nome =S e estava pensando, como é a vida de um cachorro? Assim, realmente? Confesso que discordei do livro, em alguns aspectos. Primeiro, o narrador (no caso, um vira-lata) diz que os cachorros de rua são ‘livres’ e se sentem bem com isso. Alguém já perguntou pro cachorro, faminto e sedento, cheio de sarna, sendo maltratado pelos seres humanos malévolos, se ele acha que a liberdade é tão boa assim? Porque, se eu fosse um cachorro, na situação em que esses cães estão, acho que entraria na frente de um caminhão e acabaria logo com o sofrimento. Eu sei que o autor só quis escrever sobre cachorros, pelo ponto de vista dele, e meio que fantasias, mas eu vou fazer uma narração que seria mais real:
“Sou um vira-lata. Passo todo meu dia procurando por comida nas latas de lixo, e, como me alimento de qualquer coisa, tenho muitos problemas estomacais que me causam desconforto e dor. Quando passo pelas lanchonetes, onde os humanos comem alimentos cheirosos e apetitosos, as vezes uma criança me joga um pedaço de seu sanduíche, só que seu pai vê e lhe dá uma bronca, e me espanta com gritos e ameaças. Já fui atropelado diversas vezes, por automóveis que nem sei de onde vieram. As vezes quando olho um cachorro com dono, passeando de coleira, vejo como o seu dono se preocupa com ele. Se eu chego perto para cumprimentá-lo, me espantam com pisões. Passo pelas casas e vejo os cachorros presos. Eles ladram alto para mim, e mesmo presos, sem liberdade, vejo que eles tem alimento, amor, uma cama macia e quente e humanos que lhe lavam e lhe tratam as doenças. As vezes eu gostaria de ser adotado. Já segui crianças simpáticas que me fizeram gracinhas, mas assim que chego em seus portões me batem a porta na cara. Não sei quanto tempo de vida me resta, mas sei que nem mesmo eu, um cão, mereço esse tipo de vida.”
É mais ou menos isso que eu acho que os cães de rua pensam. Por acaso é bom morar na rua, se alimentar de lixo, e só tomar banho de chuva? Acho que não.


Menina-muleca

Estava discutindo com um amigo qual é melhor: homem ou mulher. Eu defendi veemente a mulher, embora ache que cada qual tem seus pros e contras. Eu não queria ser homem. Quando eu era pequena eu queria, sério. Eu via como ser um garoto era mais facil, meus primos chegavam imundos em suas casas, de tanto ter suas “aventuras” e eu e minha irmã gemea, seguidoras assiduas deles, chegavamos bem sujas também. Ninguem se importava com a sujeira deles, sempre dizendo “Muleques são assim mesmo...”. Quando minha avó via eu e minha irmã, com terra dos pés a cabeça, as roupas levemente esfoladas, já começava com o sermão chato. Meninas não podem se sujar assim. Meninas tem que ficar em casa e brincar de boneca. Se algum colega do seu pai ver vocês assim na rua seu pai vai passar vergonha... E isso era tão chato. Injusto pra dizer o minimo. Eu desde pequena fui a menina mais “muleca”, escalava muros, subia arvores, caia muito de bicicleta. Isso graças ao fato de nossos primos que moravam na mesma cidade serem todos homens. E nossa avó, que era bem pior que o pai e a mãe juntos, vinha sempre com os sermões dignos de anos 60. Hoje em dia eu não dou a minima para essas “regrinhas de comportamento” estabelecidas pela sociedade, sinceramente, eu nunca dei. E esse sendo o único motivo pelo qual eu gostaria de ser homem, depois que fiquei mais madura, vi que era bobagem. O problema não era que eu era muito muleca, o problema é que minha avó continuava com a cabeça nos anos 60. Hoje em dia eu gosto de ser mulher (nunca fui homem para comparar), e não ligo mais para o que os velhos dizem... Eles, sempre tão rigidos!

Tristeza ou ingtratidão?



Não sei por que minha tristeza... Minha vida não é ruim. Nunca me faltou nada. Era pra eu ser feliz, mas sou ingrata demais pra fazer isso... Não me sinto feliz. Mesmo com todas as mordomias... Viagens... Roupas e calçados novos, idas a restaurantes e pizzarias de vez em quando... Nunca faltou comida, sempre tive fartura, e mesmo assim tenho o atrevimento de não me sentir feliz. Não tenho muitos amigos. Sou quieta a ponto de ser invisível. Meus pais não param de reclamar de dividas, casa bagunçada, notas, cachorros, enfim, quase tudo que fazem é reclamar. Minha mãe tem um problema, um detestável e horrível problema, e por causa dele, acho que raramente é realmente feliz. Tirando essas coisas, não tenho motivos pra me entristecer... Mas me entristeço. Não só por mim, mas pelo mundo. Entristeço-me pelos meus poucos e sinceros amigos, me entristeço pela miséria, me entristeço pela corrupção, e se já não bastasse, me entristeço pelo futuro, meu e de toda a humanidade. Quero sempre ajudar meus amigos, quero sempre ajudar o mundo. Acabo ficando triste pelas pessoas alienadas que sequer ligam pra tudo isso. Fico triste porque as pessoas vivem em seus próprios mundos em tempo integral. Umas garotas que me tiram do sério, se quebram uma unha, surtam. Se o cabelo está oleoso ou cheio, surtam, se não conseguem ficar com um garoto em especial, surtam. E se falar pra elas do desastre do Japão, por exemplo, elas nem sabem do que se trata. Eu me entristeço por tudo e ao mesmo tempo por nada. Entristeço-me porque não consigo ser de outro jeito senão triste. Entristeço-me por mim, por ser uma pessoa ingrata e melancólica... Não importa isso, só importa que me sinto triste, agora e sempre.



Primeiríssimo post!

Acabo de decidir que vou escrever um blog. Cansei de gastar meus caderninhos com desabafos estranhos e delirios caóticos, e agora resolverei dois problemas de uma só vez! Meus amigos vivem reclamando que não me abro. Pois bem, se querem me conhecer intimamente, leiam esse blog. Mas não posso prometer que seu cerebro continuará intacto. Pode ser que você fique um pouquinho traumatizado, ou pegue antipatia por mim. Que seja o primeiro. Então, mãos a obra!