Estava discutindo com um amigo qual é melhor: homem ou mulher. Eu defendi veemente a mulher, embora ache que cada qual tem seus pros e contras. Eu não queria ser homem. Quando eu era pequena eu queria, sério. Eu via como ser um garoto era mais facil, meus primos chegavam imundos em suas casas, de tanto ter suas “aventuras” e eu e minha irmã gemea, seguidoras assiduas deles, chegavamos bem sujas também. Ninguem se importava com a sujeira deles, sempre dizendo “Muleques são assim mesmo...”. Quando minha avó via eu e minha irmã, com terra dos pés a cabeça, as roupas levemente esfoladas, já começava com o sermão chato. Meninas não podem se sujar assim. Meninas tem que ficar em casa e brincar de boneca. Se algum colega do seu pai ver vocês assim na rua seu pai vai passar vergonha... E isso era tão chato. Injusto pra dizer o minimo. Eu desde pequena fui a menina mais “muleca”, escalava muros, subia arvores, caia muito de bicicleta. Isso graças ao fato de nossos primos que moravam na mesma cidade serem todos homens. E nossa avó, que era bem pior que o pai e a mãe juntos, vinha sempre com os sermões dignos de anos 60. Hoje em dia eu não dou a minima para essas “regrinhas de comportamento” estabelecidas pela sociedade, sinceramente, eu nunca dei. E esse sendo o único motivo pelo qual eu gostaria de ser homem, depois que fiquei mais madura, vi que era bobagem. O problema não era que eu era muito muleca, o problema é que minha avó continuava com a cabeça nos anos 60. Hoje em dia eu gosto de ser mulher (nunca fui homem para comparar), e não ligo mais para o que os velhos dizem... Eles, sempre tão rigidos!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
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