
Silencio... As vezes o silencio diz muito. Ou nada. Depende do silencio, de sua causa, de quem está silencioso. Eu sou uma pessoa silenciosa, por fora. Na verdade minha vontade é gritar tudo que eu nunca tive coragem de dizer, mas se nem falar o que quero eu consigo, gritar então... A culpa não é minha. É dessa condição limitada de humana. Humanos tem seus transtornos, defeitos de fabrica. O meu é ter uma mão imaginaria segurando minha voz. As vezes a vontade de falar é tanta que meu corpo reage de forma estranha, tentando me manter calada. Fico com taquicardia, ansiedade, a voz não sai, falha. Quando eu consigo falar, só sai um fiapo esganiçado da minha voz... Só consigo mesmo falar (e até demais) quando o meu cérebro vê que a pessoa não é uma ameaça. Depois de muito convívio, troca de monossílabos... Aí sim meu corpo limitado se sente a vontade para se soltar... E é sempre tão bom conversar sem limitações, dizer o que quiser... Queria poder fazer isso com todos, não só com um circulo limitado de amigos, se a pessoa pelo menos tivesse paciência de esperar... Poucas pessoas são pacientes, muitas desistem depois de um “Olá” mau respondido que parece a elas presunção. Tem um lado bom. As que não desistem e continuam a insistir, tentam sobrepor os meus problemas, minhas limitações... São amigos verdadeiros, e sempre poderão contar comigo. Sempre.
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