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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Minha vida na (não-)realidade

Hoje acordei pensando, como quase sempre penso, como seria bom se o sobrenatural existisse. Seria muito legal conviver com fantasmas, vampiros, duendes, cavalos alados... *-* Será porque o ser humano cria toda essa fantasia, se ela não pode realmente existir? Talvez existam. De onde eles tiraram tudo isso? Todo o negócio dos deuses gregos, dos poderes, dessas coisas fantásticas...! Foi só alguém com imaginação fértil? Eu leio muito, principalmente esses livros fantasiosos, e agora já não sei quem eu sou, de tanto que minha vida se mistura, de tanto que o real se entrelaça com a ficção, eu já nem sei se vivo na realidade, ou se a realidade é uma fantasia. Acho que estou maluca. Ler tanto deve ter danificado meu cérebro. Só que não posso impedir, quando minha vida real parece tão desgastante e cansativa, é necessário ler. Ou seja, quase sempre é necessário ler. Eu me esforço por me manter pelo menos um pouco na vida real, mas quando a vida real é tão pouco atraente, quando a vida real é tão monótona e sem graça... É complicado. Eu devo despertar uma imagem de estranheza nas outras pessoas. Fico lendo, ou fico quieta devaneando. O que não sabem é que eu não estou junto a eles, mas sim muito distante. No reino de Tróia, lutando contra os gregos, em Bon Temps, admirando os moradores nada normais, os metamorfos, os vampiros, as malignas mênades... É tanta coisa que eu tenho pra pensar, para sonhar, para escrever! Então acho que acabo um pouco distante, e sinto muito por isso. Muitas vezes me entristeci por não ter uma vida normal. Por viver presa nesse meu mundo de fantasia literária. É... Fiquei tão maluca quanto Dom Quixote. Só falta-me começar a confundir, mais do que eu confundo normalmente, a realidade com uma dimensão mais fantástica. Daqui a pouco vão me internar por jurar que vi um cavalo alado sobrevoando minha casa! O que eu posso fazer? Desde pequena a fantasia corre em minhas veias. Não há como evitar.

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